quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Dois mundos

pareço não suportar
tantos ventos
tantas vontades perdidas
um mundo lançado ao ar

há horas de sonhos
horas que sonho com tudo
tudo o que me fez sonhar
mundos vividos a sorte
um tudo agora esquecido
o amanhã que insisto em sonhar

vou morrer escrevendo
posso deitar-me nas folhas
esquecer minha verdade
entregar-te todas mentiras
ser um ambulante sonhando com anjos
viver dentro dessa minha nave

pareço um monstro
queria ser aquela ave
queria pegar voo
andar não seria rotina
mas sou como a descida das cataratas
sou feito essa brisa que me acordou

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