quinta-feira, 10 de julho de 2014

Cavernas

Que as aves conte-me
pois eu não posso parar
não sei nome
daquela montanha
uma guria me espia
do segundo andar

nada cessa o meu escrever
a noite eu vou caminhar
ver casal colado a parede
matar a saudade
do que é namorar

estou preso na vida
não mais sei andar
a poesia é a vida
a quem obedeço
a solidão pode matar-me

Nenhum comentário: