quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Relatos de um mineiro

Vi a Maria de Andrade
O Pedro Drummond
Até falei com um tal Carlos
Mas nunca o Drummond de Andrade

Minha avó é carioca
Meu avô de Itabira
Já montou burro pra ir a escola
E nunca escreveu uma poesia

Fui estátua a beira mar
Também já morei no Rio
Sou o poeta da farmácia
Sou mineiro de Itabira

Sou poeta convincente
As montanhas tem meu sangue
Minas é poesia
E Drummond é pai da gente