quinta-feira, 24 de maio de 2012

no pôr do sol

chore com o telefone em mãos
não se arrisque a tanto
seu orgulho é primaz
como os sons do violão

agora moro no seu espelho
ao correr da água que cai no silêncio
que te faz chorar num sorriso
que não pode brilhar contigo

tudo se perde, eu sei
também não sei onde me esconder
tudo aquilo escondido em ti
que você quis devolver-me

são nossos estes embaralhos
não sei o que conversar
me orgulho por não ceder
mas a vontade é a de telefonar

talvez a sorte nos faça meninos
pra que um dia possamos brincar
num mundo que juntos criamos
reaprendendo o valor de dançar