quinta-feira, 4 de agosto de 2011

monstro menina poesia

eu tenho medo
tenho medo de ti
medo da chuva bravia
do monstro que vai ressurgir

as folhas insistem em voar
o mundo parece acabar
as águas me lembram você
uma poesia a se eternizar

perdi o medo das águas
escrevo nessa escuridão
o sol das três agora é escuro
escrevo poema, amor, solidão

os céus que me perdoem
um raio não vai me amedrontar
o que escrevo é além das alturas
é nuvem cinza a trovoar

a varanda não é a mesma
eu também não mais a sou
sou a guerreira de folhas e lápis
o avatar que de um sonho agora acordou


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