terça-feira, 28 de junho de 2011

mãe

mãe de quem não é
de sonhos abertos
de amor sem escolhas
de mundos desertos

mãe de um dia querer
saber me amar
nunca desistir
quando um filho o fizer

mãe de largos sorrisos
de dó venenosa
de filho e marido
de tudo sem rosas

mãe de choro ao outrem
piedade ao caído
um santo sem casa
uma casa de abrigo

mãe de fé e coragem
sem ver as barreiras
transporta o impossível
riscando uma margem

mãe do não acabou
não tem vaidades
seu choro é escondido
nada é maldade

mãe cadê você
se tudo é escuro
não moro em sua casa
e isso é um apuro

mãe não me condenei
mas não viverei
sem tua confiança
eu nada terei

mãe não posso chorar
se tu não está
mas logo derramo
o meu lastimar

mãe se perco é um mundo
não tenho valores
que substitua
as suas dores

mãe fico aqui
mas não leia agora
antes que eu entenda
o mundo aqui fora

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