segunda-feira, 11 de abril de 2011

Mundos

era pureza
pureza de sal
o mundo das flores
o mundo do mal

o mundo das coisas
das danças aeróbicas
da cor do sapato
de alguém sobre rodas

mundo de tudo
do bem disfarçado
do ego aflorado
do amor ao pecado

mundo da pena
que escreve assolada
doa tear iludido
dos passes de mágica

mundo sem cena
com gente letrada
com filme em cartaz
de cores douradas

mundo és o mundo
mundo tú es sub mundo
não tens salvação
és um poço sem fundo

mundo cadê o mundo
se és nada ou se és tudo
se a mão que te acoberta
também ama o vagabundo

mundo de purezas
purezas de querer
querer ser mais amável
querer poder viver

mundos e fundos
tudo por tí mundo
já virei tudo ao avesso
só não sei se isso é mundo

mundo onde moramos
mundo pra que partamos
mundo de onde viemos
e pra onde está nos levando

mundo do pardal
da minha casa e meu quintal
mundo de árvores sombrosas
 vieste e deixasse o mal

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